Organização pede que se mantenham as leis em defesa dos mangues
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Cerca de 70% dos 200 mil hectares de piscinas dedicadas a aquicultura industrial do camarão no Equador, estão localizadas, de forma ilegal, dentro do ecossistema de manguezal, causando danos ecológicos e socioeconômicos aos Povos Ancestrais. |
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A pesar das proibições e sanções vigentes na Lei Florestal e na Lei de Gestão Ambiental, a política do governo atual aponta consolidar esta indústria, arquivando milhares de julgamentos administrativos que levaram o Ministério do Ambiente na contramão de destruidores do mangue, e estendendo concessões e permissões a empresas e indivíduos que, de forma arbitrária, ocupam este ecossistema, patrimônio de todos os equatorianos e equatorianas, através da regularização iniciada em outubro de 2008. Segundo a C-Codem, não é desconhecido que, por mais de quatro décadas, a aquicultura industrial de camarão, utilizou, de forma ilegal, a água dos estuários do manguezal para sua atividade e descarregou estas águas já contaminadas para os mesmos estuários. Sulfitos, cloro, glifosato, pesticidas, antibióticos utilizados pela indústria para a produção, e sem nenhum tratamento estas substâncias são descarregadas nas zonas costeiras. A organização acrescentou que o momento é para punir aqueles que destruíram o ecossistema manguezal. "Pedimos à Comissão de Soberania Alimentar a se manter no Artigo 103, que faz justiça a uma dívida ecológica e social, que o estado e a indústria mantém com a sociedade equatoriana, principalmente com os povos ribeirinhos da costa equatoriana", afirmou. |
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