Proliferação de algas devido ao excesso de matéria orgânica e baixa quantidade de oxigênio estão entre os principais motivos da mortandade de peixes no açude Caiçara, em São José da Tapera. A análise da água e o parecer técnico foram apresentados hoje (05) por técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) à representantes da população e poder público local.
Feita no Laboratório Ambiental do IMA a análise demonstra que os resultados de cor e clorofila, ferro dissolvido, fósforo total, oxigênio dissolvido e sulfeto de hidrogênio nas amostras não atendem a resolução 357, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), quanto às condições que a água doce deve apresentar.
Segundo o diretor técnico do IMA, Ricardo César, o acúmulo de matéria orgânica num ambiente com baixa hidrodinâmica “pode causar a proliferação de algas na superfície impedindo a penetração da luz do sol”. O que explica a coloração esverdeada do açude. “A conseqüência é que a quantidade de oxigênio dissolvido está baixíssima, além disso, há a decomposição da matéria orgânica sedimentada no fundo que provoca a liberação de substâncias que podem ser tóxicas à ictiofauna, como o sulfeto de hidrogênio”, completa.
“É importante que a população entenda os fatores adversos que provocaram a morte dos peixes. Saibam que para resolver a situação teria que haver a renovação da água e o saneamento básico, para evitar nova contaminação por resíduos urbanos e agrícolas”, explica Carlos Eduardo Godoy, gerente de aqüicultura do IMA, que esteve no local.
A apresentação em São José da Tapera foi feita na Câmara de Vereadores, com a presença de cerca de 35 pessoas, entre moradores locais; vereadores; e representantes das Secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente, Transporte, Saúde e Assistência Social. As águas do Açude Caiçara foram coletadas dia 22 de julho em dois diferentes pontos: no início, rua José Fontes, e no meio, rua Sete de Setembro.
Fonte:IMA
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